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Notas De Estudo, Economia

Publique: June 26th, 2013
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Efeitos da Fonte de Financiamento

Prof. Juvenal Filho

INVESTIMENTO INICIAL
Entende-se por Investimento Inicial todo o aporte de capital necessário para colocar o projeto em funcionamento. Usualmente é composto por: a. Investimentos em ativos fixos; b. Despesas pré-operacionais; e c. Aporte inicial de capital de giro.

INVESTIMENTO INICIAL
Investimentos em ativos fixos
Compreendem os terrenos, obras civis, máquinas e equipamentos, veículos, ferramentas, infra-estrutura de comunicação, hardware e softwqre, móveis utensílios etc.

INVESTIMENTO INICIAL
Despesas pré-operacionais
Compreendem os desembolsos realizados antes de o projeto entrar em funcionamento. Representam gastos que seriam lançados como despesas operacionais caso o projeto já estivesse em funcionamento.

INVESTIMENTO INICIAL
Capital de Giro
É o volume de recursos necessários para a empresa se sustentar até que seu volume de vendas proporcione caixa suficiente para fazer frente aos desembolsos inerentes a sua operação. São necessários recursos para pagamentos de fornecedores; para sustentar a folha de pagamentos etc.

INVESTIMENTO INICIAL
Exemplo
Descrição
Ativo Fixo na área industrial Ativo Fixo na área administrativa Ativo Fixo na área comercial Ativos fixos de uso compartilhado Capital de Giro Despesas pré-operacionais Total

Valor ($)
240.000 25.000 30.000 25.000 40.000 20.000 380.000

INVESTIMENTO INICIAL
Exemplo das Despesas pré-operacionais
Descrição
Obras preliminares Pesquisa de marketing Material de expediente Procedimentos legais e contábeis Registro de marcas e patentes Visitas a fornecedores Outros Total

Valor ($)
11.000 6.000 800 700 600 500 400 20.000

INVESTIMENTO INICIAL
A compra de ativos fixos, independentemente da forma de pagamento, constitui investimento. O uso desses ativos, na operação do empreendimento, representa o consumo de recursos e, contabilmente, é interpretado como o custo ou despesa operacional. Assim, os investimentos em ativos fi
xos definem a parcela de depreciação que será deduzida como custo ou dspesa.

DEPRECIAÇÃO
A operação mais comum realizada por uma empresa é transformar matéria-prima em produto acabado e comercializar esse produto no mercado. Nessa operação dois requesitos devem ser observados: a. O preço pelo qual o produto é comercializado deve ser suficiente para remunerar todos os fatores de produção utilizados no processo de transformação da matéria-prima em produto acabado.

DEPRECIAÇÃO
b. O tempo decorrido entre os desembolsos para colocar o produto acabado nas mãos do cliente e os recebimentos decorrentes da venda do produto devem ser compatíveis com o folego financeiro da empresa, de tal forma que a empresa possa sustentar o ciclo de negócios.

DEPRECIAÇÃO
Dos fatores de produção consumidos no processo de transformação da matéria-prima em produto acabado destaca-se o desgaste dos equipamentos utilizados. A parcela teórica de desgaste dos equipamentos devida à fabricação de um produto é apropriada ao custo desse produto, sob a denominação de DEPRECIAÇÃO. Este valor, embora represente um custo de produção , não se materializa em desembolso.

DEPRECIAÇÃO
Os valores correspondentes à depreciação, teoricamente, seriam acumulados em um fundo denominado de Fundo de Depreciação. A idéia básica é a de permitir que, ao dar baixa de um ativo depreciável, o valor monetário correspondente, contabilizado nesse fundo seja suficiente para aquisição de outro similar.

TAXA DE DEPRECIAÇÃO
Descrição
Tratores Caminhões fora-de-estrada Motociclos Veículos de passageiros Computadores Software Veículos de carga Maquinários Edificações

Taxa anual de Depreciação
25% 25% 25% 20% 20% 20% 20% 10% 4%

Prazo
4 anos 4 anos 4 anos 5 anos 5 anos 5 anos 5 anos 10 anos 25 anos

DEPRECIAÇÃO
A depreciação de um equipamento pode ocorrer por desgaste físico ou por obsolescência tecnológica. As rápidas mudanças tecnológicas, que
a nova ordem econômica impõe às empresas, tem provocado reflexões cada vez mais presente a necessidade de substituir os equipamentos atuais por outros mais competitivos.

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES
A construção do Fluxo de Caixa também é influenciada pelos impostos e contribuições a que a empresa está sujeita. São eles:  IR CSLL  PIS  COFINS  ICMS  IPI  ISS

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES
Tipo
Imposto de Renda Contribuição Social
Programa de Integração Social Contribuição Financeira Social Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Imposto sobre Produtos Industrializados

Sigla IR CSLL PIS COFINS ICMS IPI ISS

Atividade
Comércio, Indústria e Serviços Comércio, Indústria e Serviços Comércio, Indústria e Serviços Comércio, Indústria e Serviços Comércio, Indústria e Serviços

Alíquota

Base de Cálculo
Lucro Líquido Lucro Líquido Faturamento Faturamento

15% 9% 1,65% 7,6%

0 a 25% Faturamento 5 a 15% Faturamento 0 a 5%
Faturamento

Indústria Serviços

Imposto sobre Serviços

Fonte de Financiamento
Até este ponto a hipótese que se utilizou foi a de que havia disponibilidade de recursos para a execução dos projetos em análise, ou seja, os projetos seriam executados integralmente com recursos próprios.  Iremos examinar as implicações de se financiar parte do projeto com financiamentos tipo PRICE ou SAC, obtidos no mercado financeiro.


Fonte de Financiamento
É necessário fazer alguns ajustes no Fluxo de Caixa: a. Elaborar a planilha de pagamento do financiamento, separando o valor da amortização e do juro contido em cada prestação; b. Lançar os juros como despesas financeiras no Demonstrativo de Resultados do Exercício;


Fonte de Financiamento
c. d.

Apurar o lucro após IR e CSLL; Deduzir as amortizações do Fluxo de Lucro Contábil

Fonte de Financiamento
Ano 0
(=) Fluxo de lucro contábil (+) Depreciação (-) Amortização do financiamento (-) Investimento inicial em at
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